Audiência Publica na Alerj 10/05/2011

May 10, 2011
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Fonte: ALERJ: http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo.asp?num=38785

GOVERNO GARANTE EM AUDIÊNCIA CONSTRUÇÃO DE ESTAÇÃO DO METRÔ NA GÁVEA

O secretário de Estado de Transportes, Júlio Lopes, disse, nesta segunda-feira (09/05), em audiência pública da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que o bairro da Gávea terá uma estação de metrô que deverá estar funcionando em 2016. Com isso, até as Olimpíadas e com a implantação da Linha 4, seis novas estações serão construídas. “Pelo que foi dito, o Governo não sabe ainda como será construída toda a Linha 4, nem de onde virão todos os recursos necessários. Ainda estão fazendo estudos. Por isso, o secretário não pôde ser mais objetivo, mas garantiu a estação da Gávea, uma reivindicação dos moradores”, comentou o presidente da comissão, deputado Marcelo Simão (PSB).

Ouça na Rádio Alerj: http://radioalerj.posterous.com/governo-promete-linha-4-do-metro-pronta-ate-2

As outras cinco estações serão: Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema; Jardim de Alah e Antero de Quental, no Leblon; São Conrado; e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. Lopes garantiu ainda durante o encontro que a estação General Osório, em Ipanema, sofrerá uma adaptação e que mais 14 quilômetros de linha operacional serão ativados. “Há uma determinação do governador Sérgio Cabral de que vamos entregar a estação Gávea junto com as outras estações que estamos construindo para a Linha 4. Entregaremos também a adaptação da estação General Osório dentro do prazo”, disse Lopes. O secretário afirmou que está sendo firmado um contrato para o financiamento de 650 milhões de euros para os transportes no estado.

O secretário lembrou que as obras que estão sendo realizadas hoje contam apenas “com dinheiro do Governo estadual, sem nenhum empréstimo da União e nem de qualquer outro órgão”. “Estamos na frente do cronograma. Existe um estudo de financiamento junto ao BNDES para um determinado trecho. O restante ainda vamos saber de que maneira será feito. Estamos fechando um financiamento com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que também será investido nas obras da Linha 4. É provável que 500 milhões de euros sejam para a Linha 4 e o restante (150 milhões de euros), para as barcas ou outro meio de transporte”, anunciou.

Lopes não soube responder se a estação General Osório precisará ser fechada durante as obras de adaptação. “A estação de Ipanema foi construída para ser uma unidade terminal. Estamos fazendo de tudo para que ela não precise ser fechada”, admitiu. De acordo com ele, a dúvida inicial em relação à construção da estação Gávea ocorreu pelo que classificou como “grande complexidade da operação”. Essa complicação teria sido destacada por técnicos do Comitê Olímpico Internacional (COI), que estariam preocupados com o prazo para a conclusão do projeto.

Já o deputado Luiz Paulo (PSDB) considerou um avanço a afirmativa do Governo; contudo, ele disse ver um grande problema no andamento da fase de estudos. “Sem os projetos não se pode dizer que a estação Gávea tenha dois níveis, por exemplo. Quais são as complicações técnicas que existem na construção dessa estação? A única coisa que foi garantida foi que a obra será concluída até 2016 e que o governador determinou que a estação fique pronta. Não fazer a estação Gávea acaba com o sistema de transportes. Acredito que, por imposição técnica e econômica, ela terá que ser construída”, avaliou.

Como forma de amenizar as cobranças pela falta de estudos técnicos para as obras da nova linha metroviária, Lopes ressaltou que ninguém acreditava na possibilidade de o meio de transporte chegar à Barra da Tijuca em tão pouco tempo. “Ainda temos muitas respostas a serem equacionadas. Não temos precisão para afirmar em quanto tempo será construída. Mas dentro de sete meses ou um ano, poderemos dar as datas de quando será feita cada coisa – cronograma completo, com planejamento, entrega de estudos técnicos e detalhamento financeiro de cada estação. Trabalhamos sempre com a transparência”, comentou Lopes, acrescentando que “esses estudos ainda não foram feitos porque ninguém imaginou que o estado tivesse recursos para realizar tais obras”.

Presente no início do debate, o presidente da concessionária MetroRio, José Gustavo de Souza Costa, levantou dados que comprovam a satisfação dos usuários. “São 77% de usuários que preferem a operação que vem sendo feita hoje (utilização da mesma linha para trens com destinos diferentes). Temos 18% dos passageiros que já não se recordam de como era antes. Isso prova que realmente estamos melhorando. E somente 10% estão insatisfeitos”, garantiu. Também participaram do encontro os deputados Dionísio Lins (PP) e Luiz Martins (PDT), a vereadora do Rio Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) e o diretor-presidente da concessionária RioBarra, Maurício Rizzo.

(texto de Raoni Alves)

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